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22/9/2005
Letra de médico pode fazer mal à saúde

Há quem diga que para tudo há um remédio. E, acredite, até letra de médico está incluída neste provérbio. Os garranchos em receitas e prontuários complicam o entendimento - e tratamento - não só dos pacientes, mas dos próprios médicos. Sim, os próprios profissionais de saúde também sofrem para entender o que foi escrito por seus colegas na hora de ler os prontuários - documentos onde constam todas as informações sobre o paciente. Para solucionar este problema, é necessário aderir à automação.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que comparou a capacidade dos profissionais de realizarem diagnósticos a partir de prontuários médicos manuscritos e eletrônicos, menos de 34% dos escritos à mão foram interpretados de maneira correta. O índice de acerto dos prontuários automatizados foi de 67%.
Tema da tese de mestrado do fisioterapeuta Maurício Merino Nunes, a pesquisa teve como objetivo avaliar a documentação do processo assistencial em saúde. "Devido às características multidisciplinares desse processo, é necessário que essa documentação seja completa e clara o suficiente para permitir que qualquer profissional envolvido seja capaz de interpretar e dar continuidade ao tratamento adequado ao paciente", diz Nunes.
Para cumprir o objetivo do estudo, a documentação foi avaliada em papel e em formato eletrônico. Foram entregues prontuários sem os respectivos diagnósticos a profissionais especializados. Em seguida, foi comparado qual dos formatos permitiu aos médicos chegar ao diagnóstico, baseados nas informações que estavam contidas nesses prontuários.
Maurício explica que, avaliar um prontuário sem a presença do diagnóstico, não faz parte da prática dos profissionais de saúde. Porém, este foi o método mais adequado para realização da pesquisa.
Além de constatar ilegibilidade por maior parte dos profissionais, a pesquisa mostra que a qualidade da documentação em saúde pode ser beneficiada com a utilização de recursos tecnológicos, tais como a informatização dos prontuários. "Isso tem grande potencial de melhorar o processo assistencial como um todo, ou seja, melhorando seus resultados", ressalta Nunes.
O fisioterapeuta Maurício Merino Nunes explica que a informatização dos registros em saúde faz parte de um processo muito amplo, no qual padronizar as informações é fundamental para que esta documentação cumpra seu papel. "Principalmente no que se refere à participação de profissionais de várias áreas da saúde e a realização de pesquisas baseadas nos resultados terapêuticos de diferentes provedores de assistência à saúde", diz.
Atualmente há diversos recursos multimídia em instituições de saúde. Fotos digitalizadas e filmes também são incorporados aos prontuários. Exemplo disso são os exames diagnósticos baseados em imagens, onde os laboratórios emitem resultados em mídias eletrônicas não apenas com imagens estáticas - mas como também em filmes.


Fonte: BR Press




           


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