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16/11/2008
Lentes: contato imediato Cerca de 2 milhões de brasileiros as utilizam. Qualquer descuido com elas pode provocar sérios danos à visão Nos últimos 30 anos houve um grande avanço na tecnologia das lentes de contato, com novos materiais e modelos. A última novidade é uma técnica chamada ortoceratologia, que permitiu a criação de uma lente rígida para miopia e astigmatismo e que, ao contrário das outras, é de uso noturno por ter máxima permeabilidade ao oxigênio (veja o quadro abaixo).IMAGEMTXT "Ela corrige a curvatura da córnea à noite", diz o oftalmologista Orestes Miraglia Júnior, de Minas Gerais. "Daí, durante o dia, não é preciso apelar para lentes ou óculos." A vaidade move grande parte da turma que se vale das lentes de contato. Mas elas devem ser receitadas corretamente. "Precisam ser compatíveis com a curvatura do olho", exemplifica a oftalmologista Cleusa Coral-Ghanem, de Joinville, em Santa Catarina. As mais utilizadas Rígida gás-permeável Deve ser trocada depois de um ou dois anos de uso. Siliconada - o silicone facilita a passagem de oxigênio Fluorcarbonada - a adição de flúor à sua composição a torna mais permeável ao oxigênio do que a siliconada Híbrida - assim chamada por absorver água,o que a torna mais confortável INDICAÇÃO Miopia, astigmatismo, hipermetropia, ceratacone e pós-operatório de cirurgias refrativas e transplantes Gelatinosa Troca anual ou, no caso da descartável, conforme a bula. Hidrofílica - (esférica, tórica, bifocal e colorida) - também permite a passagem de oxigênio e absorve água Silicone-hidrogel - (esférica) possui oxigenação de três a seis vezes superior à hidrofílica INDICAÇÃO Esférica - miopia e hipermetropia Tórica - astigmatismo Bifocal - presbiopia associada a miopia e hipermetropia Colorida - motivos estéticos Um certo desleixo A maioria dos usuários não toma os devidos cuidados com as lentes, acusam os médicos. "Má adaptação, desinformação sobre precauções e uso de lentes descartáveis além do tempo recomendado são alguns dos principais problemas", diz a oftalmologista Amaryllis Avakian, do Hospital das Clínicas de São Paulo. As conseqüências vão desde visão embaçada por inchaços até infecções e úlceras de córnea. Apesar do advento das cirurgias corretivas, é cedo para decretar o fim das lentes. "Sempre haverá público para os dois procedimentos", diz o oftalmologista Nilo Holzchuh, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. "As lentes ainda são a primeira saída para os desvios de refração", crê o oftalmologista Cleber Godinho, de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Manual de bons cuidados Dicas para manter suas lentes limpas e longe de problemas • Limpe as lentes antes de colocá-las nos olhos e ao guardá-las no estojo, sempre usando produtos indicados. • Elas não devem ficar em soro fisiológico. Dê preferência a soluções próprias para conservação. • A limpeza do estojo é feita com água e sabão neutro. Deixe-o secar naturalmente. Troque de estojo a cada três meses. • Evite dormir com elas. Isso pode provocar complicações decorrentes da falta de oxigenação, que causam edemas e formação de vasos sangüíneos na córnea. • Não nade com as lentes. O contato da água do mar ou da piscina pode contaminá-las, favorecendo infecções oculares. • As lentes devem ficar submersas na solução dentro do estojo, para evitar seu ressecamento. • Deixe-as ali por pelo menos quatro horas para serem desinfectadas. Fonte: Saúde é vital por ISABELA LEAL
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