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6/2/2009
Menos calorias = Cérebro saudável

Pesquisa feita em humanos observa que controle de calorias pode melhorar a memória

O corte de calorias já foi testado em alguns animais visando aumentar a qualidade de vida e protegê-los de problemas comuns do envelhecimento e de doenças. Embora algumas pessoas estejam ansiosas para adotar uma dieta de baixa caloria para obter resultados semelhantes, há poucas evidências de que a limitação de caloria tem o mesmo benefício em humanos. Pesquisadores da University of Münster, na Alemanha, apresentaram um ponto positivo na ingestão de pouca caloria: pessoas adultas, que reduziram as calorias em suas dietas por três meses, apresentaram melhor desempenho em testes de memória. Os resultados, publicados no Proceedings of the National Academy of Sciences, nos Estados Unidos, oferecem a primeira evidência de que a limitação de caloria pode impedir os problemas de memória, relacionados à idade, em seres humanos.

O estudo avaliou a variação de peso, começando do seu estado normal até alcançar o excesso, assim o corte de calorias não representou, necessariamente, uma perda severa de massa; isto permitiu, em muitos casos, o alcance do peso mais saudável. Mark Mattson, neurocientista do National Institutes of Aging, E. U. A., não esteve envolvido nos estudos, disse que a pesquisa mostrou que uma dieta altamente calórica, tanto para animais quanto para humanos, “não somente faz mal para o coração como também para a cabeça”.

Agnes Flöel, autora da pesquisa, acredita que as maiores evidências sobre os benefícios, de uma dieta de baixa caloria, vêm dos estudos epidemiológicos de longo prazo, tais como uma pesquisa realizada em Okinawa, Japão, que tem uma população em envelhecimento. Mas as experimentações em curso que testam os efeitos da limitação da caloria nos seres humanos não produziram ainda resultados definitivos. Nos Estados Unidos, inclusive, os estudos da Calerie, instituto criado pelo governo americano para estudar os efeitos das dietas, acompanharam pessoas com idade entre 25 e 50 anos que fizeram dietas de baixa caloria. "As experiências em animais sugerem que as dietas com limitação de caloria e a ingestão de outros tipos de gordura poderiam ser benéficas para o cérebro" diz Agnes.

A experiência testou a diminuição de ingestão total de calorias, assim como uma dieta mais rica em gordura não saturada sobre saturada, que, acredita-se, ajuda nas funções do cérebro. Um grupo de 50 pessoas saudáveis, com uma idade média de 60 anos, foi dividido em três equipes: a primeira seguiu uma dieta com restrição de calorias; a segunda teve uma alimentação com mais gordura não saturada do que saturada; já o terceiro grupo não teve nenhuma mudança na dieta. “Os grupos analisados receberam assistência em suas dietas e uma planta personalizada com sugestões para as refeições. A equipe com restrição de calorias recebeu uma recomendação de reduzir sua dieta em 30%, porém sem mudar as proporções de nutrientes. Nem todos conseguiram diminuir sua ingestão de calorias em 30%, no total, os indivíduos perderam peso apenas comendo menos”, informa Agnes.

Os participantes também se submeteram a testes de memória antes e depois de entrar em dieta. Depois de três meses, o grupo que reduziu a ingestão de calorias aumentou em 20% os pontos nos testes de memória, já o grupo que não mudou a dieta, não apresentou melhoras no mesmo período. Com isso Agnes concluiu que não ficou claro a razão das gorduras mais saudáveis beneficiarem o cérebro nesta experimentação, sua equipe está investigando agora se os benefícios dos ácidos graxos omega – 3 podem ter um efeito mais forte.

Mattson diz que, “além do que mostrar uma melhora na memória, o estudo também sugere que o mesmo que foi descoberto em animais pode funcionar nos seres humanos”. Os pesquisadores concluíram que as pessoas que cortaram calorias tiveram melhoras em diversos indicadores da saúde metabólica, tais como níveis de insulina no sangue e de proteína C-reativa, um marcador de inflamação. O aumento da atividade cerebral teve relação direta com os baixos níveis de insulina. “A limitação de calorias em ratos fez com que uma molécula chamada BDNF, fator neurotrofico derivado do cérebro, que ajuda muito na memória, fosse encontrada no seu cérebro”, afirma Mattson. Exercícios regulares, associados com a limitação da calorias, também impulsionou o crescimento de neurônios novos nos ratos.

Entretanto, Mattson adverte que adultos mais velhos possuem um risco maior de ter deficiência de nutrientes, e, consequentemente poderiam ter alguma complicação na saúde em caso de mudanças severas de deita. “Nem todo mundo se beneficia com a restrição de calorias”, alerta Mattson. “Mas aqueles que consomem mais do que precisam, e tem um pequeno extra-peso, têm um motivo a mais para o corte de calorias”, completa.

Fonte: WebMD



           


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