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13/6/2004
Retina

É a túnica interna do globo ocular. Origina-se de uma invaginação do diencéfalo, que à medida que cresce e se desenvolve, aprofunda-se no centro, formando um corpo de paredes duplas, o cálice óptico. A parede mais externa dará origem a uma delgada camada constituída por células carregadas de pigmento, o epitélio pigmentar da retina. A parede interna originará a camada sensível da retina. O epitélio pigmentar prende-se fortemente à coróide mas fracamente à camada sensível. O desprendimento ou deslocamento da retina ocorre nesta região onde a retina tem pouca aderência. Esse tipo de lesão é muito comum entre boxeadores profissionais. Provavelmente o impacto dos golpes recebidos na região da cabeça provoque o desprendimento da camada sensível da retina da camada pigmentar. Na camada pigmentar encontramos células que sintetizam melanina. A melanina, por ser um pigmento escuro, absorve a luz após a estimulação dos fotossensores, evitando que ela continue se refletindo por todo o globo ocular, o que é muito importante para uma visão nítida. A camada pigmentar recobre o corpo ciliar, os processos ciliares e a região posterior da íris. A camada fotossensível apresenta, de fora para dentro, as seguintes camadas de células: a camada de células fotossensível, os cones e bastonetes; a camada de neurônios bipolares que transmitem os impulsos nervosos dos cones e bastonetes às células ganglionares; a camada de células ganglionares, que estabelecem contato com as células bipolares na sua extremidade externa e continua na porção interna com as fibras nervosas que convergem na papila óptica, formando o nervo óptico. As células fotossensíveis, os cones e os bastonetes são células com dois pólos e com um único dendrito que é fotoexcitável, o outro polo estabelece contato com as células bipolares. O prolongamento sensível assume uma forma de cone ou de bastonete, daí os nomes dados a essas células. Esse prolongamento é o pregueamento da membrana celular dos cones e bastonetes, quando esta estrutura é observada no microscópio eletrônico ela tem um aspecto de uma pilha de discos. Nesta porção da membrana celular encontramos os fotopigmentos, que são as proteínas sensíveis ao fóton de luz. No caso dos bastonetes a proteína que é fotossensível, o fotopigmento, é a rodopsina, nos cones existem outros fotopigmentos além da rodopsina que funcionam da mesma maneira mas, sua sensibilidade espectral é diferente. Quando os fótons de luz são absorvidos pelos pigmentos oculares eles se decompõem numa série de outras substâncias derivadas até desencadear o impulso nervoso. No caso dos bastonetes o potencial receptor é diferente dos potenciais receptores de quase todos os outros receptores sensoriais. Nos bastonetes a excitação causa aumento da negatividade do potencial de membrana, uma hiperpolarização, em vez de diminuir a negatividade, despolarizar a membrana, o que é observado quando outros receptores sensoriais são excitados. Existe na parte central da retina uma pequena área chamada de mácula que permite uma visão mais detalhada e precisa. Há na mácula uma parte central que só possui cones, é a fóvea. Os cones da fóvea têm uma estrutura diferenciada que ajuda na detecção de detalhes da imagem visual. Além disso os vasos sangüíneos, as células ganglionares e outras estruturas da retina estão deslocadas para o lado, em vez de ficarem na frente dos cones, permitindo a passagem da luz com um mínimo de interferência. O sangue que alimenta as camadas mais internas da retina chega pela artéria central da retina, que penetra no globo ocular junto com o nervo óptico e então divide-se para suprir toda a superfície interna da retina. A superfície externa adere-se à coróide, que é um tecido altamente vascularizado e está situado entra a retina e a esclera. A nutrição da camada externa da retina se dá pela difusão de oxigênio e nutrientes dos vasos sangüíneos da coróide.




           


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